27 de março de 2016

Minha esperança

[...] se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; (1 Coríntios 15:13,14)

Deus, o Eterno, Criador dos Céus e da Terra, do Tempo e do Espaço, entrou na História e derrotou a Morte através da ressurreição de Seu Filho, Cristo Jesus, Deus-Homem. O Nosso Criador, de forma incrível, realizou a nossa Redenção.

O que isso significa?

Isso significa (ou deveria significar) uma revolução total na forma como nos relacionamos com a Realidade.

E por quê?

Porque aquilo que Deus fez na História por nós resulta em Alegria. Sim, a Ressurreição (vida eterna ao invés de morte) é fonte daquela Alegria firme, genuína, constante, duradoura e racional, que representa tanto um golpe mortal contra o conformismo niilista (a aceitação da morte da vida, na vida) do presente século, quanto também o fundamento de uma verdadeira mudança (filosófica, artística, política, social, econômica) no mundo.

Se estamos unidos com Cristo (se reconhecemos nossa condição miserável, se nos sujeitamos ao Seu Domínio, e se O amamos) então a Morte, este inevitável ponto humilhante de nossa existência, não representa mais o nosso fim. Pois ao invés de sermos um punhado de matéria consciente entre dois estados de nada, somos seres criados com um propósito, e resgatados por uma Pessoa que não apenas individualmente nos idealizou mas que também, movido por um Amor Inigualável, nos livra da destruição.

Na Ressurreição, Deus demonstra que Seu interesse vai muito além da nossa alma ou espírito; Ele age de forma que somos totalmente, integralmente restaurados. (Porque um ser humano sem um corpo é apenas fantasma, e um ser humano sem alma ou espírito nada mais é que um cadáver. Ambos não representam um ser humano completo. Pense nisso.) Mesmo que no momento eles não estejam em sua forma ideal, tanto o nosso aspecto material quanto o imaterial são criações de Deus, e assim sendo, coisas intrinsecamente boas em si mesmas. Deus redime, portanto, a pessoa total.

Cristo Jesus morreu e ressuscitou para uma condição de vida que não tem mais fim, uma existência além do poder da morte. Ele foi o primeiro a ser transformado por um processo destinado também a nós. Para aqueles unidos com Cristo, a morte é apenas um intervalo temporário, ainda que consciente, até o dia da transformação final. Jesus Cristo, meu Deus e Rei, é o meio pelo qual a humanidade finalmente encontra o seu glorioso destino, quando cada pessoa brilhará como uma estrela na noite do Universo, e coletivamente em uníssono com o nosso Criador, preencheremos a Realidade com Alegria e Vida.

Eu me considero portanto um positivista: eu acredito no incrível futuro da humanidade, imaginado e almejado por tantas pessoas. No entanto, eu acredito que o ponto de partida deste futuro não vem de nós, e que seu fundamento é a Ressurreição do Filho na História.

Em resumo, o ponto de partida ou fundamento é o Amor de Deus por nós, revelado na História, em Cristo Jesus.

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