6 de dezembro de 2014

"Para onde foram os créditos?"

Estou simplesmente adorando ler Prelúdio à Fundação de Isaac Asimov; um daqueles livros que me faz sentir triste todas as vezes que eu chego de manhã no escritório para trabalhar, pelo simples fato de que terei que interromper a sua leitura. Isso não apenas porque é mais um ótimo trabalho de um dos meus autores preferidos em uma das mais importantes séries de ficção científica de todos os tempos, mas também porque frequentemente me faz ponderar, entre outras coisas, sobre problemas econômicos e políticos, especialmente aqueles da minha "pátria mãe gentil", o Brasil.

Foi exatamente isso o que aconteceu quando eu li na estória a conversa entre o jornalista Chetter Hummin e o matemático Hari Seldon. No capítulo 14 por exemplo, ao continuar com suas explicações dos motivos pelos quais o Império Galáctico estaria morrendo, Hummin comenta sobre um conhecido problema de desequilíbrio socioeconômico ao responder a seguinte indagação do matemático: "para onde foram os créditos?"

Para outras coisas. Tivemos séculos de inquietações. A Marinha é muito maior e muito mais cara do que jamais foi. As forças militares recebem salários muito bons para ficarem quietas. Tumultos, revoltas e pequenos estouros de guerra civil têm o seu preço. [...] soldados bem pagos ficariam ressentidos caso seus salários fossem reduzidos apenas porque há paz. Almirantes resistem a tirar espaçonaves de serviço e a diminuírem os próprios cargos pelo simples motivo de, assim, haver menos coisas para fazerem. Portanto, os créditos ainda vão para as forças militares, o que não é produtivo, e áreas vitais do bem-estar social acabem largadas e se deterioram. É isso que chamo de decadência. Você não chamaria?

Sim, com certeza. Quanto maiores as instituições do governo, mais caras e burocráticas elas são, e acabam se transformando em um peso para a sociedade inteira.

Simples assim.

2 de dezembro de 2014

2014

Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. (Salmo 34:18)

Estou bem certo que 2014 ficará para sempre na minha memória como o ano em que finalmente compreendi o quão frágeis e vulneráveis nós (humanos fracotes!) realmente somos, e mais especificamente o quão frágil e vulnerável eu sou.

Colocando de forma simples, este ano passei por algumas experiências que dolorosamente expuseram a minha própria fragilidade, me afetando em um nível bem pessoal. Eu ainda estou aprendendo a lidar com esta nova realidade em minha vida, mas devo dizer que já admito que precisava disso.

E por quê? Porque agora sinto que posso empatizar com as outras pessoas (amigos especialmente) em seu sofrimento, e ajudá-as melhor. Porque eu pude parar e pensar sobre mim mesmo, sobre como vejo e lido com algumas coisas, e os erros que cometi ao longo dos anos. E mais importante do que tudo, porque eu pude compreender mais profundamente a grande importância de ter um relacionamento real com Deus por meio de Cristo Jesus, algo que realmente (de verdade!) faz toda a diferença no mundo.

Eu preciso mudar e crescer, e quero que isso aconteça através da ação de Deus. Existem coisas que eu não posso controlar, prever ou mudar, mas ao invés de me entregar à ansiedade por conta delas eu preciso aprender a confiar que Deus estará comigo nestas situações. Ao invés de me refugiar em uma bolha do tradicionalismo, intelectualismo e entretenimento, eu preciso entender a mim mesmo, e aprender a lidar melhor com pessoas e problemas inevitáveis, procurando refúgio no Deus Todo Poderoso que ajuda pessoas em situações e problemas muito piores que encontro.

Eu sou tão, tão imperfeito. Que Deus esteja comigo, e tenha misericórdia de mim, pecador que sou.