2 de agosto de 2014

Conhecimento e experiência

Sou leitor do blog Into Thy Calm de Jon Vowell já há alguns anos, e sou grato a Deus por sustentar a vida e o trabalho deste rebelde ortodoxo. Sempre aprendo muito com ele, com seus textos muito bem elaborados, de uma grande qualidade literária e profundidade espiritual.

Ao participar de uma discussão sobre as categorias de (des)crentes em seu blog, eu questionei Jon sobre esta tendência moderna (ou pós-moderna?) de alguns cristãos que dizem querer somente a "experiência", deixando de lado o "conhecimento" ou o "entendimento", já que, segundo afirmam, seriam menos importantes. Quanto à isso ele me deu uma resposta simples e ao mesmo tempo muito boa [1] que considero ser tanto digna de nota quanto de ser compartilhada:

Ter "experiência" sem receber conhecimento dela ou sobre ela é como partir em uma jornada sem um mapa ou um destino. Se não há conhecimento para guiar as nossas experiências, e não há entendimento para ser recebido delas, então afinal qual o ponto destas experiências? A resposta é que não existe ponto algum. Elas perdem todo o significado.

A experiência é valiosa porque ela envolve o mundo onde vivemos, as coisas nas quais nós (muito literalmente) temos contato. Umas das belezas fundamentais do Cristianismo é que Deus não nos deixou sozinhos em nossas experiências. Ele nos deu conhecimento sobre elas e para elas. Não um conhecimento completo, mas um conhecimento verdadeiro.


Concordo completamente com ele. Os cristãos não deveriam separar conhecimento e experiência; elas andam juntas. Podemos não ter conhecimento exaustivo de todas as coisas, e de fato não o temos, mas isso não significa que não há qualquer conhecimento a ser compreendido.

Existe um Deus real para ser conhecido, e podemos conhecê-Lo, mesmo que não completamente, através da leitura das Escrituras Sagradas sob a orientação do Espirito Santo [2]. Este é o conhecimento básico que faz toda a diferença nas experiências da nossa vida.

Os textos de Jon Vowell são alimento para a mente e para o espírito. Recomendo a todos.

[1] Sempre gostei do "simples e bom". Na verdade, penso que a beleza está na simplicidade.

[2] Todos devem ter acesso, livre, à Bíblia Sagrada, mas isso não significa dizer que ela pode ser lida de forma desregrada ou sem orientação.

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