4 de agosto de 2014

Imagine por um momento

Pare um pouco e imagine por um instante que exista algo capaz de satisfazer a sua alma de forma completa, perfeita e para todo o sempre, a tal ponto que você se torna até mesmo incapaz de morrer fisicamente. Algo tão extraordinário mas ao mesmo tempo tão real que você se vê racionalmente obrigado a redefinir os seus conceitos de "bom", "felicidade" e "paz", como se você nunca os tivesse realmente conhecido antes; como se eles tivessem se tornado sombra de algo que agora você compreende bem. Imagine, apenas por um instante, que exista algo assim tão definitivamente bom que só o fato de você pensar na possibilidade de ficar longe dele já seria suficiente para deixá-lo desesperado, como se isso representasse para você uma verdadeira condenação.

Imagine agora que você tem exatamente este problema: tal fonte de alegria plena e eterna que descrevi existe, mas você não pode ter acesso a ela por ter sido considerado, de maneira justa por uma Autoridade legítima e máxima, indigno dela. Diante de tal veredicto as coisas perdem o sentido, adquirem um peso de morte, e você cai em depressão.

Neste cenário desolador, não seria maravilhoso se alguém lhe dissesse que sim, existe um meio de se chegar a tal lugar, de usufruir deste estado, uma forma legítima de se conquistar este verdadeiro tesouro? Isso não seria uma ótima notícia?

Pois o Evangelho de Jesus Cristo é exatamente esta ótima notícia. Aliás, "evangelho", uma palavra de origem grega que significa exatamente isso: "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas". E digo isso porque todo este exercício de imaginação que propus até aqui é na realidade a mais pura verdade.

Sim, pela Graça de Deus existem coisas boas em nosso mundo, alvo de merecida estima e valor de nossa parte, mas nenhuma delas é capaz de nos dar vida eterna. Existem práticas boas, objetivos e resultados louváveis, mas nenhum deles podem produzir plenos prazer, alegria e paz. Não podemos nos iludir: religiosidade, exercícios de meditação, ganhar o prêmio recorde da loteria, alta performance profissional, desenvoltura técnica e etceteras, nada disso é capaz de satisfazer a nossa alma plenamente, perfeitamente e para todo o sempre.

A boa notícia (evangelho!) é que o próprio Rei do Universo tornou-se o Cristo, o nosso Salvador, e quando rompemos com o nosso orgulho e arrependidos reconhecemos a necessidade de Sua morte e ressurreição (ou seja, quando O aceitamos) temos livre acesso à Fonte Suprema de Alegria Perfeita, Paz Completa e Vida Eterna.

O próprio Deus.

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14:6)

Ouça a mensagem. Compreenda-a. Reconheça a sua corrupção e arrependa-se. Entregue sua vida a Cristo, e torne-se uma pessoa nova, renascida, e de posse da vida eterna.

2 de agosto de 2014

Conhecimento e experiência

Sou leitor do blog Into Thy Calm de Jon Vowell já há alguns anos, e sou grato a Deus por sustentar a vida e o trabalho deste rebelde ortodoxo. Sempre aprendo muito com ele, com seus textos muito bem elaborados, de uma grande qualidade literária e profundidade espiritual.

Ao participar de uma discussão sobre as categorias de (des)crentes em seu blog, eu questionei Jon sobre esta tendência moderna (ou pós-moderna?) de alguns cristãos que dizem querer somente a "experiência", deixando de lado o "conhecimento" ou o "entendimento", já que, segundo afirmam, seriam menos importantes. Quanto à isso ele me deu uma resposta simples e ao mesmo tempo muito boa [1] que considero ser tanto digna de nota quanto de ser compartilhada:

Ter "experiência" sem receber conhecimento dela ou sobre ela é como partir em uma jornada sem um mapa ou um destino. Se não há conhecimento para guiar as nossas experiências, e não há entendimento para ser recebido delas, então afinal qual o ponto destas experiências? A resposta é que não existe ponto algum. Elas perdem todo o significado.

A experiência é valiosa porque ela envolve o mundo onde vivemos, as coisas nas quais nós (muito literalmente) temos contato. Umas das belezas fundamentais do Cristianismo é que Deus não nos deixou sozinhos em nossas experiências. Ele nos deu conhecimento sobre elas e para elas. Não um conhecimento completo, mas um conhecimento verdadeiro.


Concordo completamente com ele. Os cristãos não deveriam separar conhecimento e experiência; elas andam juntas. Podemos não ter conhecimento exaustivo de todas as coisas, e de fato não o temos, mas isso não significa que não há qualquer conhecimento a ser compreendido.

Existe um Deus real para ser conhecido, e podemos conhecê-Lo, mesmo que não completamente, através da leitura das Escrituras Sagradas sob a orientação do Espirito Santo [2]. Este é o conhecimento básico que faz toda a diferença nas experiências da nossa vida.

Os textos de Jon Vowell são alimento para a mente e para o espírito. Recomendo a todos.

[1] Sempre gostei do "simples e bom". Na verdade, penso que a beleza está na simplicidade.

[2] Todos devem ter acesso, livre, à Bíblia Sagrada, mas isso não significa dizer que ela pode ser lida de forma desregrada ou sem orientação.