15 de janeiro de 2017

Minha liberdade e meu descanso

A Mão Invisível do Mercado. O Controle e  a Autoridade do Estado. As Pessoas Sempre Prontas Para Julgar. O Modo Politicamente Correto de Ser. A Cultura da Performance. A Cultura do Sucesso. O Poder do Pensamento Positivo. O Ateísmo Prático. A Religiosidade Mecânica e Irracional. O Medo do Desconhecido, do Outro, do Amanhã.

Algumas vezes de uma forma sútil, algumas vezes de forma bem explícita, mas todos os dias somos influenciados por forças diferentes que tentam conquistar as nossas mentes e corações. Nós temos este desejo natural pelo Belo, pelo Bom e pela Verdade, mas no final nossas identidades acabam sendo moldadas por coisas que em última análise estão bem longe delas; coisas que são incapazes de nos sustentar.

E então, mesmo sem compreendendo direito os motivos, adoecemos.

Particularmente, eu vejo apenas um único meio no qual eu consiga aprender a lidar com estas forças e a viver de forma saudável, consciente e equilibrada: através de um contínuo e profundo relacionamento com o Deus Vivo.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mateus 11:28-30)

Meu Senhor é a minha Liberdade e meu Descanso, assegurados pela Sua Própria Fidelidade e Misericórdia, conforme reveladas na vida, morte e ressurreição de Cristo Jesus na História.

Eu quero o meu Pai.

2 de janeiro de 2017

Democracia

Conforme escrevi no post anterior, enquanto o Reino de Deus não estiver totalmente estabelecido, temos que conviver com todos os outros sistemas de governo, e dentre estes, creio que o regime democrático seja aquele capaz de melhor garantir representatividade e liberdade para todos os setores de uma sociedade plural em um mundo imperfeito e decaído como o nosso.

Neste sentido, C. S. Lewis, em seu formidável livro O Peso da Glória, expressa de forma precisa o motivo pelo qual eu crer que a democracia seja, no presente mundo, o melhor de todos os regimes:

Acredito na igualdade política. Entretanto, existem dois motivos opostos para ser democrata. Pode­-se pensar que todos os homens são tão bons que merecem um quinhão no governo da Commonwealth, e tão sábios que a Commonwealth precisa do conselho deles. Essa é, em minha opinião, a doutrina romântica e falsa da democracia. Por outro lado, pode­-se acreditar que os homens decaídos sejam tão perversos que a nenhum deles se deve confiar irresponsável poder sobre os demais. Acredito que essa seja a verdadeira base da democracia.

Em suma, precisamos da democracia justamente porque nenhum de nós é absolutamente, em todo o tempo, tão bom assim. É muito fácil sermos corrompidos pelo poder, e portanto é melhor que este seja compartilhado e controlado através da representatividade dos diversos setores da sociedade.

Nestes tempos difíceis que estamos vivendo, que a democracia seja defendida por cidadãos maduros, cientes de seus direitos, deveres e responsabilidades, para o bem de todos.

23 de setembro de 2016

Apenas dois sistemas

No final das contas para mim existem apenas dois sistemas sócio-político-econômicos:

1. O Reino de Deus.

2. Os Outros.

O Reino de Deus nada mais é que a realização da tão desejada e sonhada Era de Ouro da Humanidade, onde homens e mulheres vão finalmente atingir seu pleno potencial, vivendo em harmonia consigo mesmos e com a natureza e, mais importante, em paz com Deus, Criador de Todas as Coisas, Fonte de Vida, do Bem, da Verdade e da Beleza.

Como já indicado pelo próprio termo, este Reino não é nem uma Democracia nem um Reino de Homens e Mulheres. (Não se trata de nós. Trata-se Dele!) Nós seremos governados neste sistema; haverá um Rei, e sob o Seu Reinado nós mesmos nos tornaremos reis: reis-filósofos, reis-cientistas, reis-exploradores, reis-artistas. Mesmo sendo governados, nós seremos verdadeiramente livres: sob o Seu Reinado seremos finalmente livres para ser o melhor que nós podemos ser. Este Rei é Muito-Mais-Extraordinário-Que-A-Pessoa-Mais-Extraordinária-Que-Você-Já-Conheceu-Na-Sua-Vida, e nós iremos amá-Lo, para todo o sempre.

O Reino de Deus já está aqui, mas ainda não está totalmente estabelecido, e por agora temos que conviver com Os Outros: Capitalismo, Socialismo, Comunismo, Monarquismo, e assim por diante. Considerando que eles nunca serão tão bons quanto O Reino, qual o melhor dentre eles?

Liberdade é um aspecto muito importante para mim, mais do que dinheiro ou saúde, e segundo penso, igualmente muitíssimo importante para todos nós, enquanto vivemos neste mundo imperfeito e caído. Eu quero Liberdade de Pensamento e Opinião, de Religião, de Imprensa, de Reunião. Mesmo que eu não goste de muitas coisas, e considere outras como pecado, eu reconheço o direito dos outros e praticá-las.

Eu quero defender aquilo que acredito ser o correto e melhor para todos, quero expressar publicamente a minha crença e compartilhá-la com as pessoas, quero acesso à informação, quero criticar e desafiar as autoridades quando achar que seja necessário fazê-lo. Qualquer sistema Dos Outros que pelo menos garantir estas coisas para mim é, por enquanto, o melhor.

27 de março de 2016

Minha esperança

[...] se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; (1 Coríntios 15:13,14)

Deus, o Eterno, Criador dos Céus e da Terra, do Tempo e do Espaço, entrou na História e derrotou a Morte através da ressurreição de Seu Filho, Cristo Jesus, Deus-Homem. O Nosso Criador, de forma incrível, realizou a nossa Redenção.

O que isso significa?

Isso significa (ou deveria significar) uma revolução total na forma como nos relacionamos com a Realidade.

E por quê?

Porque aquilo que Deus fez na História por nós resulta em Alegria. Sim, a Ressurreição (vida eterna ao invés de morte) é fonte daquela Alegria firme, genuína, constante, duradoura e racional, que representa tanto um golpe mortal contra o conformismo niilista (a aceitação da morte da vida, na vida) do presente século, quanto também o fundamento de uma verdadeira mudança (filosófica, artística, política, social, econômica) no mundo.

Se estamos unidos com Cristo (se reconhecemos nossa condição miserável, se nos sujeitamos ao Seu Domínio, e se O amamos) então a Morte, este inevitável ponto humilhante de nossa existência, não representa mais o nosso fim. Pois ao invés de sermos um punhado de matéria consciente entre dois estados de nada, somos seres criados com um propósito, e resgatados por uma Pessoa que não apenas individualmente nos idealizou mas que também, movido por um Amor Inigualável, nos livra da destruição.

Na Ressurreição, Deus demonstra que Seu interesse vai muito além da nossa alma ou espírito; Ele age de forma que somos totalmente, integralmente restaurados. (Porque um ser humano sem um corpo é apenas fantasma, e um ser humano sem alma ou espírito nada mais é que um cadáver. Ambos não representam um ser humano completo. Pense nisso.) Mesmo que no momento eles não estejam em sua forma ideal, tanto o nosso aspecto material quanto o imaterial são criações de Deus, e assim sendo, coisas intrinsecamente boas em si mesmas. Deus redime, portanto, a pessoa total.

Cristo Jesus morreu e ressuscitou para uma condição de vida que não tem mais fim, uma existência além do poder da morte. Ele foi o primeiro a ser transformado por um processo destinado também a nós. Para aqueles unidos com Cristo, a morte é apenas um intervalo temporário, ainda que consciente, até o dia da transformação final. Jesus Cristo, meu Deus e Rei, é o meio pelo qual a humanidade finalmente encontra o seu glorioso destino, quando cada pessoa brilhará como uma estrela na noite do Universo, e coletivamente em uníssono com o nosso Criador, preencheremos a Realidade com Alegria e Vida.

Eu me considero portanto um positivista: eu acredito no incrível futuro da humanidade, imaginado e almejado por tantas pessoas. No entanto, eu acredito que o ponto de partida deste futuro não vem de nós, e que seu fundamento é a Ressurreição do Filho na História.

Em resumo, o ponto de partida ou fundamento é o Amor de Deus por nós, revelado na História, em Cristo Jesus.